O Caso de Genie Wiley

Genie Wiley
O caso de Genie Wiley é um dos mais trágicos e estudados na área da psicologia e linguística. Genie foi encontrada em 1970, nos Estados Unidos, com 13 anos de idade, após ter passado praticamente toda a sua vida em condições de extremo isolamento e privação. Os seus pais mantiveram-na confinada em um pequeno quarto, onde estava frequentemente amarrada a uma cadeira com uma espécie de arnês ou presa num berço com grades cobertas por uma rede.
O pai de Genie acreditava, de forma errada, que ela tinha uma deficiência mental grave e, por isso, decidiu isolá-la do mundo. Durante este período, Genie foi privada de estímulos sensoriais, interações sociais e movimento livre. Ela não era falada de forma consistente, apenas ouvia grunhidos ou sons agressivos. A alimentação era feita de forma rudimentar, e qualquer tentativa de comunicação ou barulho da sua parte era punida com violência.

Regaste e consequências
Quando foi resgatada, os especialistas descobriram que Genie apresentava atrasos significativos no desenvolvimento físico, cognitivo e motor. Ela não sabia falar e tinha grande dificuldade em caminhar corretamente, devido à falta de mobilidade durante anos cruciais do seu crescimento.
Apesar dos esforços para ajudá-la a desenvolver habilidades linguísticas e sociais, Genie nunca conseguiu recuperar completamente. Embora tenha feito alguns progressos em ambientes mais favoráveis, como aprender algumas palavras e gestos, o tempo perdido em isolamento mostrou-se irreversível, especialmente no que diz respeito à aquisição da linguagem. O caso de Genie é frequentemente citado para ilustrar os efeitos devastadores do isolamento social extremo e a importância da interação humana nos primeiros anos de vida.